Relacionamento de registros em bases de dados CDS/ISIS
Elysio Mira Soares de Oliveira
infoarte@elysio.com.br

Existem dois tipos básicos de relações que podem ser implementadas em bases de dados na estrutura CDS/ISIS. O primeiro, denominamos de relacionamento vertical, que efetua o relacionamento entre dois ou mais registros contidos em uma mesma base de dados. O segundo tipo, denominamos de relacionamento horizontal, que efetua o relacionamento entre registros de bases de dados distintas.

A utilização da técnica de relacionamento vertical proporciona uma economia sensível no processo de alimentação do banco de dados (digitação); no processo de controle de qualidade (revisão) e no espaço em disco utilizado. Com esta técnica, torna-se possível a produção de registros virtuais, ou seja registros que são compostos dinamicamente durante um processo de exibição ou impressão.

Exemplo de uma aplicação bibliográfica convencional que contém registros analíticos e que não utiliza a técnica de relacionamento:

MFN=1
01 123
02 Silva, José
03 Ecologia da bacia do São Francisco
04 8-12
05 Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência
06 Anais do 3o. Encontro Nacional de Ecologia
07 450
08 Encontro Nacional de Ecologia
09 Salvador
10 3-7 jan. 1998
11 Ufba
12 Salvador
13 1998

MFN=2
01 124
02 Antunes, Paulo
03 Poluição da Baia de São Salvador
04 13-20
05 Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência
06 Anais do 3o. Encontro Nacional de Ecologia
07 450
08 Encontro Nacional de Ecologia
09 Salvador
10 3-7 jan. 1998
11 Ufba
12 Salvador
13 1998

MFN=3
01 125
02 Mello, Antonieta
03 Degradação de manguesais da Praia do Forte
04 21-7
05 Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência
06 Anais do 3o. Encontro Nacional de Ecologia
07 450
08 Encontro Nacional de Ecologia
09 Salvador
10 3-7 jan. 1998
11 Ufba
12 Salvador
13 1998

Nestes registros, podemos notar que as informações de nível monográfico contidas nos campos de 05 até 13 são pertinentes a todos os registros e se repetem em cada um deles, ocupando espaço desnecessário na base de dados. Usando a técnica de relacionamento estes mesmos registros poderiam ser transcritos assim:

MFN=1
01 122
05 Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência
06 Anais do 3o. Encontro Nacional de Ecologia
07 450
08 Encontro Nacional de Ecologia
09 Salvador
10 3-7 jan. 1998
11 Ufba
12 Salvador
13 1998
14 Identificação do registro complementar

MFN=2
01 123
02 Silva, José
03 Ecologia da bacia do São Francisco
04 8-12
14 M=122

MFN=3
01 124
02 Antunes, Paulo
03 Poluição da Baia de São Salvador
04 13-20
14 M=122

MFN=4
01 125
02 Mello, Antonieta
03 Degradação de manguesais da Praia do Forte
04 21-7
14 M=122

Neste novo método, utilizando o recurso de relacionamento, criamos um registro contendo os dados do nível monográfico e para cada analítica transcrevemos somente as informações do nível analítico e indicamos em um campo qualquer ( no nosso exemplo utilizamos o campo 14) a identificação do registro que contém as informações do nível maior (nível monográfico).

Para a implementação de uma aplicação de relacionamento, é importante que o elemento de dado que identifica o registro de nível maior, faça parte do índice (arquivo invertido) da base de dados. Para isso, é necessário que entre as instruções contidas na FST, seja incluída a instrução que leve para o índice, o conteúdo do campo de identificação (01), precedido de um literal (M=) para diferenciar de outros elementos numéricos que podem existir na base de dados.

Instrução na FST

...
1 0 "M="v1
...

Formato que criará o registro completo:
v1/v2/v3/v4/ref(l(v14),v5/v6/v7/v8/v9/v10/v11/v12/v13/)#

Onde:

ref(l(v14) ,............)

significa: encontre no índice o registro correspondente ao conteúdo do campo 14 e execute as instruções de formato contidas entre os parêntesis.